Sabe aquela sensação de olhar pro lado e pensar: "que sorte a nossa"?
Pois é. A gente vive isso todo dia.
Mas a verdade é que a nossa história não começou fácil, não! A gente se encontrou em um momento da vida em que ambos já tínhamos vivido outros capítulos, carregávamos histórias e aprendizados que nos moldaram.
Quando decidimos nos unir, a gente não sabia exatamente o que viria pela frente. Só sabia que a gente se queria.
Unir nossas vidas foi um ato de coragem mesmo. E vieram desafios, viu? Do tipo que testa a gente por dentro, que exige ajustes finos, que pede resiliência. Escolhas difíceis, adaptações que ninguém ensina a fazer... Tanta coisa aconteceu.
Mas sabe o que aconteceu também? A cada obstáculo, a gente descobriu uma nova camada de força. A cada desafio, em vez de nos afastar, a gente se fortaleceu.
Nossos caminhos não apenas se cruzaram, eles se fundiram. Aos poucos, foram se entrelaçando. A gente foi entendendo, no dia a dia, nas conversas de madrugada, nas decisões tomadas juntos, que aqueles projetos de vida que eram só nossos poderiam ser um só. Um projeto conjunto, mais amplo, mais profundo, mais bonito.
De dois, nos fizemos um.
Hoje, somos um. E nesta união, a gente edificou um lar onde o amor é uma escolha consciente. Onde a leveza de um riso no meio do caos e o cuidado são as nossas maiores prioridades.
E nesse "um" cabe tanta coisa... Cabe o amor intenso, aquele que escolhe ficar mesmo quando fica difícil. Cabe dançar pela cozinha, cuidar de três crianças que rapidamente se tornaram o centro de tudo em nossas vidas. Cabe inventar alegria depois de um dia muito difícil no trabalho, na vida e criar luz onde poderia só ter cansaço.
Cabe a música — ah, a música! — que embala nossos dias, que acalma, que celebra, que cura. Sempre tem uma trilha sonora tocando por aqui, sempre tem uma letra que explica o que a gente sente.
Cabe o carinho nos gestos pequenos. No café feito com cuidado mesmo nos dias corridos, no abraço apertado que diz "a gente vai conseguir", no olhar que reafirma "eu te escolho" todos os dias.
A gente aprendeu que amar não é só sentir, é construir. É acordar e escolher de novo, principalmente nos dias difíceis. É respeitar o tempo um do outro, é crescer sem perder a essência, é entender as diferenças e focar naquilo que cada um contribui com o seu melhor. É somar forças quando tudo parece pesado demais.
E aqui estamos. Mais fortes, mais inteiros, mais nós do que nunca.
Porque no fim das contas, o que a gente tem é simples e profundo ao mesmo tempo: é parceria de verdade, é cumplicidade testada e aprovada, é a certeza de que, juntos, a gente consegue enfrentar qualquer coisa.
Que sorte a nossa de ter se encontrado.
Que sorte a nossa de ter escolhido construir isso juntos.
Que sorte a nossa de sermos nós.